O Instituto de Desenvolvimento Social Reconstruir, sediado em São Luís, acumula aproximadamente R$ 83,2 milhões em contratos com prefeituras do Maranhão entre 2025 e 2026. Os registros identificados até o momento envolvem cinco municípios: Açailândia, Barra do Corda, Bom Jesus das Selvas, Alto Alegre do Pindaré e Mirador.
O levantamento aponta que a entidade firmou 22 contratos em 2025, com valores que chegam a aproximadamente R$ 70,1 milhões. Já em 2026, foram identificados outros cinco contratos, que somam cerca de R$ 13,1 milhões.
AÇAILÂNDIA CONCENTRA MAIOR VOLUME DE CONTRATOS
Entre os municípios identificados, Açailândia aparece com o maior volume de recursos contratados. A cidade concentra aproximadamente R$ 47,8 milhões, valor que representa a maior parcela do total levantado.
Os demais registros estão distribuídos entre Barra do Corda, Bom Jesus das Selvas, Alto Alegre do Pindaré e Mirador.
LEVANTAMENTO FOI REALIZADO A PARTIR DE DADOS DO PNCP
As informações foram levantadas pelo SLZMA a partir de registros disponíveis no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), com dados extraídos na terça-feira (3 de novembro).
O levantamento considerou exclusivamente os registros classificados como contratos na plataforma. Dessa forma, os valores apresentados correspondem ao montante total dos acordos identificados, e não necessariamente aos recursos que já foram pagos ao instituto.
DOCUMENTOS E PAGAMENTOS AINDA ESTÃO SENDO VERIFICADOS
O volume de contratos registrado em menos de dois anos levanta questionamentos sobre os critérios utilizados pelas administrações municipais nas contratações, os serviços previstos e a efetiva execução dos acordos.
Segundo o levantamento, ainda estão em análise os documentos de cada contratação, possíveis aditivos e os pagamentos realizados pelas prefeituras.
O acompanhamento é importante para esclarecer quanto dos valores contratados já foi efetivamente desembolsado pelos cofres públicos e quais serviços foram prestados pela entidade.
O SLZMA informou que continuará acompanhando os registros e aprofundando a apuração sobre como os contratos foram firmados e quanto já foi pago ao Instituto Reconstruir. Até que os documentos e pagamentos sejam analisados, os valores divulgados devem ser compreendidos como montantes contratados, e não como despesas já comprovadamente executadas.


