A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão se pronunciou nesta segunda-feira (13) para negar as declarações do deputado federal Márcio Jerry (PT-MA) sobre um suposto uso político da Polícia Civil. O parlamentar havia insinuado que as forças de segurança estariam sendo utilizadas contra ele, o também deputado Rubens Pereira Júnior e o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Diego Galdino.
Em nota oficial, a SSP afirmou que “repudia veementemente qualquer insinuação” sobre o desvirtuamento das forças de segurança para fins políticos. A pasta destacou que não existe qualquer inquérito ou procedimento investigativo instaurado pela Polícia Civil envolvendo os nomes citados e reforçou o compromisso com a atuação técnica e imparcial.
SSP reafirma defesa do Estado Democrático de Direito
A Secretaria frisou que mantém sua atuação “em defesa do interesse público” e dentro dos princípios do Estado Democrático de Direito. Segundo a nota, todas as ações da Polícia Civil seguem critérios técnicos, com foco na legalidade e na transparência, sem interferências externas ou motivações políticas.
O comunicado vem em meio à repercussão de uma denúncia de supostas gravações ilegais, revelada pela Revista Veja, que mencionou o nome de integrantes do governo maranhense. As declarações de Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior elevaram a tensão política no estado, gerando uma disputa narrativa entre o campo governista e as instituições de segurança.
Repercussão política e resposta do governo
Nos bastidores, a manifestação da SSP é vista como uma tentativa de proteger a imagem da corporação e evitar desgastes institucionais. A pasta busca afastar qualquer suspeita de interferência política e reafirmar sua autonomia administrativa.
Enquanto isso, os parlamentares apresentaram representação formal à Presidência da Câmara dos Deputados, solicitando que a Polícia Federal investigue o suposto “grampo”. O caso promete manter o tema no centro das discussões políticas nos próximos dias.



