O prefeito de Cururupu, Aldo Lopes, foi acionado judicialmente pelo Ministério Público devido à suposta contratação de servidores fantasmas na administração municipal. Segundo a denúncia, esses funcionários recebem salários regularmente sem cumprir a carga horária de trabalho ou exercer as funções para as quais foram contratados.
Ação Civil Pública contra a Prefeitura
O MP ingressou com uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra a Prefeitura e o gestor municipal. A acusação aponta a ausência de controle efetivo de frequência dos servidores, o que facilita irregularidades e compromete a transparência da gestão pública.
Sistema de controle considerado falho
De acordo com a investigação, o sistema manual de controle de frequência adotado pela Prefeitura é considerado inadequado, pois permite fraudes, já que as folhas de ponto podem ser preenchidas de forma retroativa. Essa fragilidade abriu espaço para que diversos servidores recebessem salários sem cumprir a jornada de trabalho.
Denúncias confirmadas pelo Ministério Público
A apuração constatou que vários servidores comissionados e contratados residem em outras cidades, como São Luís, sem comparecer aos seus locais de trabalho em Cururupu. Para o MP, a prática configura desrespeito aos princípios da eficiência e da moralidade administrativa.
Recusa em adotar medidas de transparência
Mesmo notificada, a Prefeitura de Cururupu se recusou a adotar meios modernos de controle de frequência, como o sistema biométrico, que poderia impedir a continuidade das irregularidades. A resistência em modernizar o processo reforça as suspeitas sobre a má gestão dos recursos públicos.
O caso do prefeito Aldo Lopes traz à tona mais um exemplo de possíveis falhas administrativas em municípios maranhenses. Agora, a Justiça deve avaliar a ação do Ministério Público, que busca responsabilizar a gestão e garantir mais transparência no serviço público de Cururupu.


