Uma denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) levou a Justiça a determinar que Jordélia Pereira Barbosa seja julgada pelo Tribunal do Júri Popular, em Imperatriz. A decisão foi tomada no dia 2 de setembro e envolve um crime que chocou o Maranhão: o envenenamento de três pessoas, que resultou na morte de duas crianças.
O crime e suas vítimas
Segundo as investigações, Jordélia Barbosa teria enviado à vítima Mírian Lira Rocha um ovo de Páscoa envenenado com pesticida. Após o consumo, Mírian e seus dois filhos passaram mal e foram levados ao hospital. As crianças, de 7 e 13 anos, não resistiram. Mírian sobreviveu após dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Motivação e ameaças
O ciúme pelo ex-marido teria sido a motivação do crime. De acordo com a denúncia, Jordélia mantinha contato com Mírian Rocha usando um perfil falso em redes sociais, onde fazia ameaças constantes. Para o promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira, trata-se de um caso marcado por frieza e premeditação.
Pronúncia do juiz e qualificadoras
Na sentença de pronúncia, o juiz Glender Malheiros Guimarães, da 3ª Vara Criminal de Imperatriz, reconheceu todas as qualificadoras apresentadas pelo MP-MA:
Motivo torpe (ciúmes e vingança);
Uso de veneno;
Dissimulação;
Crime praticado contra menores de 14 anos.
Esses elementos tornam o caso ainda mais grave e reforçam a necessidade de julgamento pelo júri popular.
Impacto e repercussão
O promotor Tiago Quintanilha ressaltou que o crime “chocou o Maranhão, o Brasil e o mundo”, destacando que o júri popular é a resposta da sociedade diante de uma atrocidade dessa dimensão. O julgamento de Jordélia Barbosa será um marco para garantir que crimes dessa natureza não fiquem impunes.


