MPE pede cassação de prefeito de Presidente Médici por suspeita de compra de votos e abuso de poder

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O pedido de cassação de prefeito de Presidente Médici colocou o cenário político do município sob forte tensão. O Ministério Público Eleitoral acionou a Justiça com base em uma série de indícios que apontam para irregularidades graves durante as eleições de 2024.

A ação envolve o prefeito Janilson dos Santos Coelho, conhecido como Dr. Caçula Coelho, e tramita na 80ª Zona Eleitoral, sediada em Santa Luzia do Paruá.


O QUE MOTIVOU O PEDIDO DO MPE

O Ministério Público Eleitoral formalizou, no dia 9 de abril de 2026, o pedido de cassação dentro de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral. A iniciativa partiu após denúncia apresentada pela coligação União e Reconstrução, formada por partidos como PP, PL e União Brasil.

No centro da ação estão acusações de abuso de poder econômico, compra de votos e uso indevido da máquina pública. Segundo o processo, os elementos reunidos apontam para um suposto esquema estruturado para influenciar o resultado das eleições.


PROVAS INCLUEM PIX, TESTEMUNHAS E DOCUMENTOS

De acordo com os autos, testemunhas afirmaram ter recebido pagamentos de até R$ 3 mil em troca de votos. As negociações, conforme os relatos, teriam sido feitas diretamente pelo prefeito, com intermediação de uma vereadora.

Além dos depoimentos, o processo reúne comprovantes de transferências via Pix, atas notariais e outros documentos que reforçam as suspeitas.

Outro ponto destacado envolve o suposto uso de estruturas públicas em benefício da campanha. Há relatos de utilização de prédios da prefeitura, distribuição recorrente de alimentos na residência do então candidato e até a existência de um mecanismo descrito como “chaveiro eletrônico”, que teria sido utilizado para monitorar eleitores no dia da votação.


PREFEITO PODE FICAR INELEGÍVEL ATÉ 2032

Diante das evidências apresentadas, o promotor eleitoral Lúcio Leonardo F. Gomes solicitou não apenas a cassação do diploma, mas também a declaração de inelegibilidade por oito anos, contados a partir de 2024, além da aplicação de multa no valor máximo previsto em lei.

Caso a Justiça Eleitoral acate o pedido, o prefeito poderá perder o mandato e ficar impedido de disputar eleições até 2032, o que representaria uma reviravolta significativa no cenário político local.


CASO SEGUE EM ANÁLISE NA JUSTIÇA ELEITORAL

O processo ainda está em tramitação e caberá à Justiça Eleitoral analisar o conjunto de provas e decidir sobre a procedência das acusações. Enquanto isso, o caso segue repercutindo e ampliando o debate sobre transparência e lisura no processo eleitoral.

A decisão final poderá ter impacto direto não apenas na gestão municipal, mas também na confiança dos eleitores sobre a condução das eleições no município.

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