MP investiga compra de R$ 3 milhões em ar-condicionados sem licitação em Coroatá

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Uma contratação de mais de R$ 3,35 milhões realizada pela Prefeitura de Coroatá passou a ser alvo de uma investigação do Ministério Público do Maranhão. O caso envolve a aquisição de aparelhos de ar-condicionado no valor de R$ 3 milhões, além de outros R$ 350 mil destinados exclusivamente à instalação dos equipamentos.

Diante de indícios considerados graves, a 1ª Promotoria de Justiça de Coroatá instaurou um Inquérito Civil para aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades e eventual fraude na contratação.

AUSÊNCIA DE LICITAÇÃO LEVANTA SUSPEITAS

A investigação teve origem na Notícia de Fato SIMP nº 005949-509/2025, instaurada no ano passado. Segundo o Ministério Público, o principal ponto sob análise é a suposta ausência de processo licitatório, procedimento obrigatório para contratações públicas dessa magnitude.

Caso a irregularidade seja confirmada, a situação poderá representar violação às normas que regem as contratações públicas e à utilização de recursos públicos.

A compra de ar-condicionados sem licitação em Coroatá passou a despertar atenção dos órgãos de controle devido ao elevado valor envolvido e à falta de documentação apresentada até o momento.

PREFEITURA NÃO RESPONDEU ÀS COBRANÇAS DO MP

O promotor de Justiça Lúcio Leonardo Froz Gomes determinou a conversão da Notícia de Fato em Inquérito Civil após constatar que a administração municipal não respondeu às solicitações oficiais encaminhadas pelo Ministério Público.

De acordo com certidão emitida pela secretaria da promotoria, o prazo concedido ao prefeito Edmar de Aguiar Franco, conhecido como Edmar Vaqueiro, expirou sem que fosse apresentada qualquer justificativa ou documentação referente à contratação investigada.

O silêncio da gestão municipal foi considerado um dos fatores que motivaram o avanço das investigações.

MINISTÉRIO PÚBLICO ENDURECE INVESTIGAÇÃO

Com a ausência de respostas, o Ministério Público decidiu adotar medidas mais rigorosas. Um novo prazo de 10 dias úteis, desta vez improrrogável, foi estabelecido para que a prefeitura encaminhe cópias integrais dos procedimentos de contratação, além de uma manifestação técnica explicando a aquisição dos equipamentos.

A expectativa é que os documentos permitam esclarecer como ocorreu a contratação e quais critérios foram utilizados para a aplicação dos recursos públicos.

TCE DO MARANHÃO TAMBÉM FOI ACIONADO

Além das medidas direcionadas à prefeitura, o Ministério Público acionou a presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) para ampliar a fiscalização do caso.

O órgão solicitou uma varredura nos sistemas informatizados de auditoria com o objetivo de identificar a existência de editais, dispensas de licitação, inexigibilidades ou contratos relacionados ao fornecimento de aparelhos de ar-condicionado firmados pelo município nos últimos 12 meses.

A análise dos dados deverá ajudar a esclarecer se houve registro formal da contratação e se os procedimentos legais exigidos pela legislação foram efetivamente cumpridos.

CASO PODE TER NOVOS DESDOBRAMENTOS

Com a abertura do Inquérito Civil, o Ministério Público passa a contar com instrumentos mais amplos para coleta de provas e aprofundamento das investigações.

Os próximos passos dependerão das informações que forem apresentadas pela prefeitura e dos levantamentos realizados junto ao Tribunal de Contas. Caso sejam confirmadas irregularidades, o caso poderá resultar em medidas judiciais e responsabilização dos envolvidos.

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