Investigação na Câmara de Codó: contrato com empresa ligada ao PCC expõe escândalo com município

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A cidade de Codó (MA) volta a ser destaque nacional em meio a uma polêmica grave. Após a Prefeitura firmar contrato milionário com a Rede Sol Fuel Distribuidora S/A, agora foi a vez da Câmara Municipal de Codó aparecer entre os clientes da empresa investigada por ligação com o PCC.

Contrato de R$ 60 mil chama atenção

De acordo com o Extrato de Contrato nº 022/2025, publicado em 22 de junho, a Câmara assinou contrato com a Rede Sol no valor de R$ 60 mil. O serviço prevê o gerenciamento da frota, com abastecimento por meio de cartão magnético em postos credenciados. O prazo de vigência vai até dezembro de 2025.

Esse acordo se soma ao contrato de quase R$ 13 milhões da Prefeitura de Codó com a mesma empresa, revelando um padrão de escolhas administrativas que despertam questionamentos.

Quem controla a Rede Sol

A distribuidora é controlada pelo empresário Valdemar de Bortoli Júnior, apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como figura com fortes vínculos com esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro.

As investigações da Operação Carbono Oculto, conduzida pelo MP-SP, Polícia Federal e Receita Federal, apontam que a empresa teria sido adquirida pelo fundo Mabruk II, acusado de atuar como financiador do PCC no mercado de combustíveis — fato negado pela própria Rede Sol.

Questionamentos sobre os contratos públicos

O envolvimento da Câmara de Codó reforça a polêmica: por que o poder público municipal — Executivo e Legislativo — decidiu contratar justamente uma distribuidora sob investigação nacional?

Além disso, a Rede Sol sequer possui filial no Maranhão, mas já acumula contratos expressivos no estado, o que levanta dúvidas sobre os critérios de escolha, a transparência dos processos licitatórios e os riscos de associação com empresas suspeitas.

Transparência em xeque

Enquanto as investigações avançam, a Rede Sol segue faturando alto em Codó. O caso expõe não apenas a vulnerabilidade dos processos de contratação pública, mas também a necessidade urgente de maior rigor na seleção de fornecedores, principalmente quando há indícios de envolvimento com o crime organizado.

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