Uma estudante maranhense denunciou o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) por suposto calote após sucessivos adiamentos no início de um curso profissionalizante. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e levantou debate sobre o respeito aos direitos do consumidor em instituições de ensino técnico.
Curso adiado duas vezes sem justificativa clara
A jovem Ellen Vitória Silva Trindade contou que se matriculou no curso “Técnicas Básicas em Confeitaria”, oferecido pelo SENAC, com início previsto para 14 de julho de 2025. O valor pago foi de R$ 268,00, quantia que, segundo ela, representava um investimento importante em sua qualificação profissional.
No entanto, o curso foi adiado duas vezes — primeiro para 9 de setembro e depois para 22 de setembro. Nesse novo período, Ellen já não tinha disponibilidade, o que a levou a procurar a unidade em busca de reagendamento ou reembolso. A resposta, contudo, teria sido negativa.
“Para muita gente, esse valor pode parecer pouco, mas pra mim é uma quantia considerável. Eu juntei com esforço, pensando numa oportunidade de qualificação. Não é só o dinheiro, é o que o curso representava para o meu futuro profissional”, afirmou a estudante.
SENAC nega reembolso e família promete acionar a Justiça
De acordo com a família, o SENAC teria informado que a matrícula e o valor estavam perdidos, sem oferecer qualquer compensação. A atitude foi considerada uma falha grave no atendimento ao consumidor, já que o curso não foi ministrado dentro do prazo acordado e sem transparência nas mudanças.
A família classificou o caso como um “golpe disfarçado de adiamento” e afirmou que pretende acionar a Justiça para exigir seus direitos. O episódio reacende discussões sobre a responsabilidade das instituições de ensino em garantir cumprimento de cronogramas e respeito ao aluno.
Instituição ainda não se pronunciou
A reportagem tentou contato com o SENAC, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. A ausência de posicionamento da instituição gerou ainda mais indignação entre os familiares e internautas, que consideram a situação um desrespeito com o consumidor.
O caso evidencia a importância de fiscalização e transparência nas relações entre instituições de ensino e alunos, especialmente quando se trata de cursos pagos e promessas de formação profissional.


