O Maranhão está prestes a enfrentar um dos maiores escândalos de sua história política. Denúncias de roubos e desvios milionários na Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), ocorridos durante a gestão Flávio Dino, colocaram em risco a continuidade da administração estadual sobre o Porto do Itaqui, um dos mais estratégicos do Brasil.
Desvio milionário ameaça o Porto do Itaqui
Segundo documentos do Ministério de Portos e Aeroportos, cerca de R$ 141 milhões teriam sido desviados da EMAP para o Tesouro Estadual entre 2017 e 2018, no período em que Flávio Dino era governador. Esse ato pode comprometer a renovação do convênio que delega a gestão do Porto do Itaqui ao Maranhão.
O atual contrato vence em apenas cinco meses, e a União já sinalizou que a prorrogação depende de um entendimento entre a pasta, a Antaq, o governo estadual e a própria empresa.
Deputado protocola pedido de CPI da EMAP
O deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) anunciou na Assembleia Legislativa que protocolou um pedido para a criação da CPI da EMAP, com o objetivo de investigar o uso de recursos da estatal portuária durante o governo Dino. O parlamentar confirmou que já conseguiu as assinaturas necessárias para instalar a Comissão.
Histórico de outras CPIs contra Flávio Dino
Durante seu discurso, Yglésio lembrou outras investigações envolvendo a gestão do ex-governador:
- CPI da Comunicação: R$ 88 milhões em apenas um ano, sem resultados expressivos na divulgação do Maranhão;
- CPI do FEPA: esvaziamento de recursos destinados às aposentadorias;
- CPI dos Respiradores: gastos polêmicos durante a pandemia;
- CPI do Mais Asfalto: bilhões supostamente investidos em rodovias, mas sem melhorias efetivas nas estradas estaduais;
- CPI da Comilança: denúncias sobre gastos excessivos com buffets no governo.
O impacto político e econômico
A possível perda da concessão do Porto do Itaqui representa um risco grave para o estado, já que o terminal é considerado o mais importante do Arco Norte. Além do impacto econômico, a abertura da CPI da EMAP pode trazer à tona novos escândalos e fragilizar ainda mais a imagem política de Flávio Dino.


