O grupo dinista convocou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (23) com o objetivo de reforçar seu discurso de oposição ao governo Carlos Brandão. Durante o evento, os aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino classificaram as gravações vazadas como um ato criminoso, afirmando se tratar de “banditismo político” supostamente articulado pelo governador e por seu irmão, Marcus Brandão.
Contudo, o que mais chamou atenção foi a falta de respostas concretas sobre o conteúdo sensível dos áudios, que apontariam para uma possível negociação política envolvendo o nome de Flávio Dino.
Dinistas negam envolvimento de Flávio Dino
Questionado sobre o teor das gravações, o deputado federal Márcio Jerry negou que o ministro Flávio Dino tenha sido mencionado nas conversas. Segundo ele, os áudios estariam “descontextualizados e fragmentados”, e o termo “ele”, usado nas falas, não se referia ao ministro.
Jerry tentou desviar o foco, reforçando que as gravações teriam sido editadas com intenção política, e que o verdadeiro objetivo seria manchar a imagem do grupo dinista. Essa postura, no entanto, não esclareceu os pontos centrais das denúncias.
Rodrigo Lago fala em manipulação dos áudios
Já o deputado estadual Rodrigo Lago defendeu a tese de que os áudios teriam sofrido cortes e edições, especialmente os que citam o ex-deputado Rubens Júnior. Segundo Lago, a suposta edição serviria para criar uma narrativa falsa sobre um esquema político inexistente.
Apesar das justificativas, o grupo evitou responder diretamente sobre o conteúdo das gravações e sobre as circunstâncias das conversas. A ausência de explicações convincentes ampliou a desconfiança pública e manteve o caso em evidência.
Falta de transparência aumenta a crise política
A estratégia de tergiversar sobre o conteúdo das gravações pode ter efeito contrário ao esperado pelo grupo dinista. A população, cada vez mais atenta, cobra transparência diante de possíveis irregularidades envolvendo figuras de destaque, como Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal.
Com a crise política no Maranhão ganhando novos desdobramentos, o silêncio e as evasivas dos aliados de Dino alimentam especulações e colocam em xeque o discurso ético que o grupo sempre defendeu publicamente.


