O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto desvio de emendas parlamentares, decidiu permanecer em silêncio durante seu interrogatório nesta quinta-feira (28). A ação penal também envolve outros sete acusados, incluindo os deputados Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).
Segundo a defesa de Josimar, a escolha de não responder aos questionamentos foi uma estratégia técnica, justificada pela ausência de acesso integral às provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Enquanto isso, Pastor Gil e Bosco Costa afirmaram não reconhecer os documentos que indicariam pagamentos em seus nomes. Ambos negaram qualquer envolvimento no esquema de desvio de recursos e classificaram as acusações como infundadas.
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, rejeitou pedidos de adiamento dos interrogatórios, ressaltando que a inclusão de novos elementos probatórios não impede a continuidade das oitivas.
De acordo com a acusação da PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares teriam solicitado propina ao então prefeito de São José do Ribamar, Eudes Sampaio, em troca da liberação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares, mediante o pagamento de R$ 1,6 milhão.


