O juiz da Vara da Fazenda Pública de Timon, Edmilson da Costa Fortes Lima, determinou o afastamento da procuradora-geral do município, Amanda Waquim, após ação de improbidade administrativa movida pelo promotor Sérgio Ricardo Martins.
A decisão judicial já foi publicada, e a Prefeitura de Timon terá 48 horas para substituir Amanda Waquim no cargo.
Acusação de nepotismo motivou afastamento
De acordo com a ação, a nomeação de Amanda configura nepotismo, já que ela é filha da atual vice-prefeita, a ex-deputada Socorro Waquim. A denúncia também foi reforçada por uma ação popular movida pelo procurador do município, Marcos André Lima.
Mudança na lei municipal permitiu nomeação
A controvérsia surgiu após uma alteração recente na lei municipal, aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Rafael Brito, que flexibilizou os critérios para o cargo de procurador-geral. Antes, a legislação exigia que apenas procuradores efetivos pudessem ocupar a função, regra estabelecida ainda na gestão do ex-prefeito Luciano Leitoa.
Com a mudança, Amanda Waquim foi nomeada para a chefia da Procuradoria-Geral.
A defesa de Amanda Waquim e a Prefeitura de Timon poderão recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Maranhão. Caso a liminar não seja revertida dentro do prazo, um dos três procuradores efetivos do município deverá assumir a função.


