O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores ligados ao advogado Willer Tomaz, dono do Sistema Difusora de Comunicação, no Maranhão. A decisão foi revelada nesta sexta-feira (23) pela colunista Daniela Lima, do UOL.
A medida faz parte de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. O caso teve início no Rio Grande do Sul e chegou ao STF após surgirem referências ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
INVESTIGAÇÃO ENVOLVE EMPRESA LIGADA A PLATAFORMA DE APOSTAS
Segundo a reportagem do UOL, o bloqueio alcançou uma empresa de Willer Tomaz proprietária de uma plataforma de apostas, conhecida como bet.
De acordo com as informações divulgadas, Flávio Bolsonaro figurava como associado “máster” de uma conta vinculada ao advogado até meados de 2025, com autorização para movimentar valores.
A investigação busca esclarecer as relações financeiras envolvendo as contas e empresas sob apuração, além de verificar possíveis irregularidades nas movimentações realizadas.
MORAES DETERMINA IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS AUTORIZADAS A MOVIMENTAR CONTAS
Além do bloqueio patrimonial, Alexandre de Moraes determinou que bancos e instituições financeiras identifiquem todas as pessoas autorizadas a realizar transações nas contas investigadas.
A determinação inclui cotitulares e outros indivíduos com autorização para movimentar os recursos, ampliando o alcance da análise financeira conduzida pelas autoridades.
A medida busca identificar quem tinha acesso às contas e esclarecer a participação de cada pessoa nas operações sob investigação.
SAÍDA DE WILLER TOMAZ DO BRASIL ENTROU NO RADAR DA INVESTIGAÇÃO
Outro ponto mencionado na reportagem é a saída de Willer Tomaz do Brasil em 21 de agosto, sem registro de retorno até o momento da publicação.
Segundo as informações divulgadas, essa circunstância foi considerada na investigação como um fator de risco para a preservação de provas.
O caso segue sob apuração da Polícia Federal, que busca esclarecer a origem e a movimentação dos recursos, bem como eventuais responsabilidades dos envolvidos.
CASO SEGUE SOB INVESTIGAÇÃO
O bloqueio de bens e valores é uma medida adotada no contexto da investigação e não representa, por si só, uma condenação ou comprovação definitiva de crime.
As apurações deverão esclarecer as operações financeiras analisadas, a relação entre as empresas e as contas investigadas e a eventual participação dos envolvidos nas suspeitas de lavagem de dinheiro.
A investigação também mantém o caso sob atenção política devido às referências a Flávio Bolsonaro e à ligação empresarial de Willer Tomaz com o Sistema Difusora de Comunicação, no Maranhão.


