Contrato de transporte escolar em Peri Mirim levanta suspeitas e gera questionamentos

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O contrato de transporte escolar em Peri Mirim entrou no centro das atenções após a Prefeitura firmar um acordo milionário que vem gerando questionamentos entre moradores e nos bastidores políticos do município. A gestão comandada pelo prefeito Helizer Soares contratou a empresa GRA Serviços Ltda por R$ 1.723.620,00 para realizar o transporte de estudantes da rede municipal por meio da locação de veículos.

O valor elevado e as circunstâncias da contratação passaram a ser alvo de debate, especialmente diante das condições estruturais enfrentadas na zona rural.


EMPRESA CONTRATADA CHAMA ATENÇÃO PELO PERFIL

Um dos pontos que mais despertaram questionamentos envolve o perfil da empresa vencedora da licitação. A GRA Serviços Ltda, sediada em Mirador, tem como atividade principal registrada a construção de edifícios, embora tenha sido contratada para executar um serviço essencial de transporte escolar.

A empresa pertence à empresária Antonia Deltiane dos Santos e possui capital social de R$ 1,5 milhão. Outro fator que chama atenção é a distância entre as cidades. Mirador fica a cerca de 550 quilômetros de Peri Mirim, o que levanta dúvidas sobre a logística e a capacidade operacional do serviço.


VALOR DO CONTRATO E CUSTO MENSAL ELEVADO

O contrato tem vigência de 12 meses, o que representa um custo médio mensal de aproximadamente R$ 143.635,00. O montante é considerado alto por moradores, principalmente porque o calendário escolar não abrange todos os dias do ano.

A discussão ganha ainda mais força diante da percepção de que os recursos poderiam ser melhor distribuídos, especialmente em áreas prioritárias do município.


ESTRADAS PRECÁRIAS AUMENTAM AS INCERTEZAS

Outro ponto central no debate sobre o contrato de transporte escolar em Peri Mirim são as condições das estradas vicinais. Moradores relatam que diversas vias estão em situação crítica, com trechos praticamente intrafegáveis.

Essa realidade levanta dúvidas sobre a viabilidade do serviço contratado. Em algumas localidades, o deslocamento já é difícil até mesmo com veículos menores, o que gera preocupação sobre como será feita a circulação dos transportes escolares.


ESCOLHA DA EMPRESA TAMBÉM É QUESTIONADA

Nos bastidores, cresce o questionamento sobre a escolha de uma empresa de outro município para executar o serviço. A avaliação de parte da população é que prestadores mais próximos poderiam ter participado do processo, o que, em tese, facilitaria a logística e reduziria custos.

A contratação foi formalizada pela secretária municipal de Educação, Zaine Campos Ferreira, e agora passa a ser observada com mais atenção.


EXPECTATIVA DE FISCALIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA

Diante da repercussão, aumenta a expectativa para que órgãos de controle acompanhem de perto a execução do contrato. Entre os pontos que devem ser analisados estão a qualidade dos veículos, as rotas atendidas e a compatibilidade entre o valor pago e o serviço prestado.

Em um cenário de fiscalização cada vez mais rigorosa, contratos de alto valor associados a problemas estruturais costumam ganhar destaque rapidamente. No caso de Peri Mirim, o desfecho dessa história deve depender da capacidade da gestão de demonstrar eficiência, transparência e resultado na prática.’

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