Justiça condena ex-secretário e ex-coordenadora de Arame por desvio de recursos do PDDE

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A Justiça Federal condenou dois ex-gestores da educação de Arame (MA) por atos de improbidade administrativa relacionados ao desvio de recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O caso, ocorrido em 2018, envolveu a utilização irregular de verbas públicas destinadas à Educação Integral, que foram aplicadas em benefício pessoal dos acusados.

MPF comprova saques irregulares e uso indevido de verbas

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a ex-coordenadora de programas da Secretaria Municipal de Educação emitiu e descontou, em seu nome, 20 cheques vinculados às escolas municipais, apropriando-se de cerca de R$ 14 mil. Parte do valor também foi repassada a uma empresa sem atividade regular e sem comprovação de serviços prestados.

O ex-secretário municipal de Educação foi considerado cúmplice, pois autorizou e apoiou a liberação dos cheques, contribuindo diretamente para o desvio dos recursos públicos.

Coação e abuso de autoridade

A denúncia do MPF também aponta que os réus coagiram diretoras de Caixas Escolares do município a assinarem cheques em branco vinculados às contas das escolas, entregando-os à coordenadora. Essa prática reforçou o caráter doloso dos atos, ou seja, a intenção clara de se beneficiar dos valores públicos.

Finalidade do PDDE desrespeitada

Na sentença, a Justiça Federal destacou que os recursos do PDDE têm como objetivo manter e melhorar a infraestrutura escolar, além de promover a qualidade do ensino público. Portanto, o uso para fins pessoais representou uma grave violação da finalidade do programa e um ataque à gestão transparente da educação pública.

Condenações e sanções impostas

Com a decisão, a Justiça determinou que os condenados devolvam solidariamente o valor desviado, devidamente atualizado e acrescido de juros, descontando os montantes já pagos em acordo de não persecução penal.

Além da restituição financeira, foram aplicadas as seguintes penalidades:

  • Suspensão dos direitos políticos por cinco anos;
  • Proibição, pelo mesmo período, de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e creditícios.

Exemplo de responsabilização e combate à corrupção

O caso de Arame (MA) reforça a importância da fiscalização dos recursos educacionais e do combate à corrupção na administração pública. A condenação dos ex-gestores demonstra que o uso indevido de verbas da educação não ficará impune e que a transparência e responsabilidade devem ser princípios fundamentais na gestão pública.

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