O resultado da eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vargem Grande, realizada nesta sexta-feira (6), não foi um fato isolado, mas sim o reflexo de uma engrenagem política que vem operando com alta eficiência. A vitória do vereador Luzilvan Monteiro para a presidência da Casa no biênio 2027–2028 consolidou um índice de 86,7% de aprovação interna no parlamento — foram 13 votos favoráveis de um total de 15 cadeiras, com apenas duas abstenções em branco.
A composição do novo comando legislativo — que traz ainda Antônio Filho (vice-presidente), Layne Corrêa (primeira-secretária) e Domingos Lobo (segundo-secretário) — dá ao grupo liderado pelo prefeito Preto, pelo ex-prefeito Carlinhos Barros e pelo vice-prefeito Toinho do Juvenil o controle absoluto da pauta institucional do município. Para entender como o bloco governista alcançou tamanha estabilidade, é preciso analisar o comportamento do eleitorado local nas urnas em outubro.
O peso dos números majoritários
A liderança exercida pelo trio Preto, Carlinhos Barros e Toinho ficou evidente no desempenho dos candidatos majoritários apoiados por eles na cidade:
• Presidência da República: No segundo turno, o presidente Lula obteve uma das votações mais expressivas da região, alcançando 19.546 votos, o que representou 79,02% dos votos válidos.
• Governo do Estado: O candidato do grupo, Eduardo Braide, consolidou sua liderança local com 13.601 votos (57,10%), abrindo uma vantagem esmagadora de 5.641 votos sobre Orleans Brandão, o nome da oposição, que fechou o pleito municipal com 7.960 votos (33,42%).
• Senado Federal: As duas principais vagas no município também foram dominadas por aliados do bloco, com Lahesio Bonfim registrando 12.125 votos e Fufuca somando 11.594 votos.
Força proporcional e o isolamento da oposição
A performance se repetiu na disputa pelas vagas parlamentares. Othelino Neto liderou a corrida para deputado federal com 6.061 votos em Vargem Grande, enquanto Dino do Aldenora Belo foi o mais votado para deputado estadual, com 5.380 votos.
Essa sequência de dados explica o atual cenário de retração vivido pelas lideranças de oposição na cidade. Ao apostarem suas fichas em candidaturas que saíram derrotadas no plano local, o bloco oposicionista perdeu poder de barganha, culminando no isolamento verificado na votação da Câmara.
Com a máquina ajustada e o endosso das urnas e do parlamento, o grupo governista desenha um cenário de estabilidade para a gestão do prefeito Preto — que já pregou publicamente um ambiente de harmonia e cooperação entre os poderes —, posicionando-se como a força a ser batida no horizonte estratégico de 2028.


