A Operação Fake Fisher foi deflagrada na manhã desta terça-feira (7), em São Luís, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes contra o sistema previdenciário envolvendo o Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies.
A ação faz parte da atuação da Força-Tarefa Previdenciária no Maranhão e foi coordenada pela Polícia Federal, com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social. A investigação é um desdobramento da Operação Fake ID, realizada em 2023.
**COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA INVESTIGADO
De acordo com as investigações, o grupo suspeito seria formado por um escritório de advocacia e agenciadores, que atuariam na captação de pessoas para apresentar requerimentos fraudulentos do Seguro Defeso. A suspeita é de que os envolvidos simulavam vínculos com a atividade pesqueira para possibilitar a concessão indevida do benefício.
A apuração aponta que o esquema teria sido estruturado para ampliar o número de solicitações irregulares, causando prejuízos expressivos aos cofres públicos.
**MANDADOS FORAM CUMPRIDOS EM SÃO LUÍS
Durante a Operação Fake Fisher, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais dos investigados, todos localizados em São Luís.
A operação mobilizou 18 policiais federais e contou com o acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), garantindo a observância dos procedimentos legais durante o cumprimento das diligências.
**PREJUÍZO PODE CHEGAR A R$ 3,7 MILHÕES
Segundo informações da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, já foram identificados 552 benefícios considerados suspeitos de terem sido concedidos de forma irregular.
O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a aproximadamente R$ 3,7 milhões, valor que poderá ser revisto à medida que as investigações avancem e novos casos sejam analisados.
**CRIMES APURADOS PELA INVESTIGAÇÃO
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.
A investigação segue em andamento e busca identificar a participação de outros possíveis envolvidos, além de aprofundar a análise sobre a dimensão do esquema e o impacto causado ao sistema previdenciário brasileiro.


