NA GUERRA POLÍTICA, RODRIGO LAGO TRAVA OBRA E PREJUDICA MAIS DE 20 MIL ALUNOS NO MARANHÃO

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A atuação do deputado estadual Rodrigo Lago para atingir politicamente o governador Carlos Brandão tem causado impactos diretos e negativos na educação pública do Maranhão. A tentativa de barrar o que é considerado o maior projeto educacional já anunciado no estado acaba atingindo quem menos tem culpa na disputa política crianças e adolescentes da rede estadual de ensino.

AÇÃO JUDICIAL CONTRA ESCOLA BILÍNGUE EM SÃO LUÍS

O episódio ganhou repercussão após Rodrigo Lago ingressar com ação na Justiça Federal solicitando o embargo da primeira escola bilíngue com tecnologia modulada do Maranhão, em construção no bairro do Angelim, em São Luís. O parlamentar alegou suposto uso de recursos federais na obra.

GOVERNO NEGA USO DE VERBAS FEDERAIS

O Governo do Maranhão negou de forma categórica a acusação e informou que o projeto é integralmente custeado com recursos do Tesouro Estadual, sem qualquer aplicação de verbas federais até o momento. A gestão estadual reforça que todas as etapas seguem rigorosamente a legalidade e a transparência.

MODELO MODULAR SEGUE PADRÃO DE SÃO PAULO

Segundo o governo, o projeto educacional adota o mesmo modelo de tecnologia modular utilizado pelo Governo de São Paulo, implantado durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Nesse formato, a estrutura da escola é produzida em ambiente industrial controlado, enquanto o terreno recebe preparação e fundações, o que garante mais rapidez, eficiência e controle de qualidade na execução da obra.

LIMINAR SUSPENDE OBRA APÓS RECURSO NO TRF1

Embora o pedido inicial de Rodrigo Lago tenha sido rejeitado em primeira instância, o deputado recorreu ao plantão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. No TRF1, obteve liminar suspendendo a obra, decisão proferida pelo desembargador Ney Belo, paralisando temporariamente o projeto.

MAIS DE 20 MIL ALUNOS PREJUDICADOS

Com a suspensão, a obra que deve beneficiar mais de 20 mil alunos da rede pública estadual fica parada. Integrantes do governo classificam a iniciativa como perseguição política, destacando que a disputa entre grupos políticos está sendo colocada acima do interesse público e do direito à educação.

DISPUTA POLÍTICA COM IMPACTO SOCIAL

O caso expõe como embates políticos podem gerar prejuízos concretos à população, especialmente na área da educação, onde atrasos significam menos oportunidades para milhares de jovens maranhenses. Enquanto a disputa segue nos tribunais, quem paga o preço são os estudantes da rede pública, que aguardam investimentos e melhorias estruturais prometidas pelo projeto.

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