MP aciona Havan por estátua em São Luís e cobra possível retirada do monumento

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A instalação da estátua da Havan em São Luís virou alvo de uma disputa judicial que pode ter desdobramentos diretos na paisagem urbana da capital maranhense. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a empresa Havan e o Município de São Luís, apontando uma série de irregularidades relacionadas ao monumento instalado na Avenida Daniel de La Touche.

No centro da discussão está a legalidade da estrutura, que tem cerca de 35 metros de altura e replica a tradicional Estátua da Liberdade. Para o MP, a obra ultrapassa o caráter decorativo e se enquadra como engenho publicitário, o que exigiria um tipo específico de licenciamento que, segundo o órgão, não foi apresentado.

ENTENDA O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO

De acordo com o MPMA, a estátua da Havan em São Luís configura poluição visual e foi instalada sem a devida autorização para publicidade. O órgão também chama atenção para a atuação do poder público municipal, apontando uma possível omissão na fiscalização, mesmo após notificações formais sobre o caso.

Um dos principais elementos da ação é um laudo técnico elaborado pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema). O documento reforça o entendimento de que o monumento possui caráter publicitário, o que, na prática, exige licenças específicas diferentes das concedidas para estruturas meramente arquitetônicas ou decorativas.

DEFESA DA HAVAN E POSICIONAMENTO DA EMPRESA

Em resposta, a Havan sustenta que a estátua da Havan em São Luís faz parte da identidade visual da marca, presente em diversas unidades da rede pelo país. A empresa também afirma que a estrutura está localizada em área privada e possui alvará válido, o que, segundo sua defesa, garantiria a regularidade da instalação.

Esse ponto cria um embate direto entre a interpretação da empresa e o entendimento técnico apresentado pelo Ministério Público e pela Uema, abrindo margem para decisão judicial que pode criar precedente para casos semelhantes em outras cidades.

O QUE PODE ACONTECER AGORA

Na ação, o MPMA pede que a empresa regularize a situação em até 30 dias, apresentando as licenças necessárias. Já o Município de São Luís tem prazo de até 90 dias para analisar formalmente o caso e adotar as medidas cabíveis.

Caso as determinações não sejam cumpridas, a Justiça poderá determinar a retirada da estrutura, além da aplicação de indenização por dano moral coletivo, o que amplia o impacto da decisão para além da questão urbanística.

DEBATE SOBRE PAISAGEM URBANA E FISCALIZAÇÃO

O caso reacende um debate importante sobre os limites entre publicidade e arquitetura nas cidades brasileiras. A discussão sobre a estátua da Havan em São Luís vai além de um único empreendimento e levanta questionamentos sobre uso do espaço urbano, fiscalização e responsabilidade do poder público.

Enquanto a decisão final não é tomada, o monumento segue no centro de uma controvérsia que mistura direito urbanístico, interesse econômico e a forma como a cidade se apresenta para seus moradores e visitantes.

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