Eleição e foguete caminham juntos em uma narrativa que chama atenção no Maranhão. Ao longo de mais de 40 anos desde o início da construção do Centro de Lançamento de Alcântara, o estado atravessou pelo menos 11 eleições para governador, mas quase nunca viu a base espacial ser usada como elemento simbólico no debate político.
BASE DE ALCÂNTARA E SILÊNCIO ELEITORAL HISTÓRICO
Mesmo sendo um dos projetos estratégicos mais relevantes do país, a Base de Alcântara permaneceu distante das campanhas eleitorais por décadas. O tema raramente apareceu nos discursos, palanques ou estratégias de marketing político, apesar de seu potencial simbólico e econômico.
Essa ausência reforça a percepção de que a base sempre foi tratada mais como pauta técnica do que como instrumento de mobilização popular.
O FOGUETE QUE VIROU METÁFORA EM 2022
Esse cenário começou a mudar em 2022, quando o então candidato Weverton Rocha resolveu transformar o foguete em metáfora política ao declarar que foguete não dá ré.
A frase ganhou repercussão, viralizou nas redes sociais e marcou uma das poucas vezes em que Alcântara foi diretamente incorporada a um discurso eleitoral.
O símbolo do foguete passou a representar avanço, irreversibilidade e promessa de futuro, conceitos estratégicos em qualquer campanha.
LANÇAMENTO COM PROBLEMAS E NOVA NARRATIVA
Agora, às vésperas de um novo ciclo político, um episódio técnico reacende a simbologia. O lançamento do foguete HANBT nano, marcado por dificuldades e falhas, foi rapidamente incorporado ao discurso de um pré candidato ao governo do estado, que tratou o evento como elemento de construção de imagem pública.
O fato técnico deu lugar a uma narrativa eleitoral, mostrando como acontecimentos científicos podem ser ressignificados politicamente conforme o contexto.
FOGUETE COMO SÍMBOLO EM 2026
Diante desse movimento, a pergunta permanece no ar. Assim como ocorreu em 2022, o foguete voltará a ser usado como símbolo político nas eleições de 2026?


