Decisão na hora da missa expõe desembargador e reacende escândalo do Jogo do Tigre no Maranhão

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Ainda rende e muito a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão José Joaquim Figueredo dos Anjos que determinou por meio de liminar a liberação de dinheiro oriundo do chamado Jogo do Tigre em favor da advogada Maria Angélica Roxo Lima. A advogada é apontada como amiga de longas datas e laranja da influenciadora digital Andressa Tainá Sousa, considerada até então a líder do grupo criminoso e maior divulgadora do jogo ilegal no Maranhão.

Andressa Tainá foi presa no dia 1º de agosto de 2025 sob acusação de promoção de jogos de azar, lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado, o que tornou a decisão judicial ainda mais polêmica e alvo de questionamentos públicos.

DECISÃO JUDICIAL CONTINUA GERANDO REPERCUSSÃO

Nesta semana o deputado estadual maranhense Yglésio publicou o terceiro vídeo em suas redes sociais criticando diretamente a decisão do desembargador. Segundo o parlamentar o magistrado estava em uma missão religiosa no momento em que teria proferido a decisão favorável à advogada ligada ao esquema do jogo do tigrinho.

De acordo com Yglésio ao analisar minuciosamente os detalhes do despacho judicial identificou um ponto que classificou como no mínimo controverso e que precisa ser esclarecido.

HORÁRIO DA ASSINATURA LEVANTA SUSPEITAS

No vídeo o deputado afirma que a decisão judicial foi assinada exatamente às 08h29, horário em que o desembargador estaria participando de uma missa em ação de graças na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em São Luís.

“Fui analisar a decisão do desembargador José Joaquim e observei que ele consegue além de tudo vencer as leis da física. A decisão foi assinada às 08h29 e eu vou mostrar pra vocês onde ele estava nesse horário. Ele estava na missa na Igreja Nossa Senhora do Carmo”, declarou Yglésio.

DESLOCAMENTO CONSIDERADO IMPOSSÍVEL

Ainda segundo o parlamentar mesmo admitindo a hipótese de um deslocamento extremamente rápido o tempo não seria compatível com os registros apresentados.

“Vamos imaginar que o desembargador tivesse assinado essa decisão e saísse correndo para a missa. Ele precisaria de pelo menos seis minutos. Mas os registros mostram que ele já estava lá. Pois é desembargador assinar essa decisão na hora da missa ficou feio”, completou.

A fala reforça a suspeita de que a decisão pode não ter sido proferida nas condições normais exigidas pelo cargo e pela responsabilidade institucional.

CASO DEVE SER EXPLICADO À SOCIEDADE

Yglésio destacou que na sua avaliação trata-se de uma decisão que precisa ser devidamente explicada não apenas ao Judiciário mas também aos órgãos de controle e à sociedade maranhense.

O deputado também reagiu às declarações anteriores do magistrado que teria afirmado a intenção de processá-lo nas esferas cível e criminal.

“De fato foi uma decisão que merece ser explicada. E como o desembargador disse que vai me processar na esfera civil e criminal faço questão de acrescentar essas considerações também no CNJ”, afirmou.

DENÚNCIA SERÁ LEVADA AO CNJ

Por fim o parlamentar informou que levará oficialmente o caso ao Conselho Nacional de Justiça, solicitando apuração rigorosa dos fatos e esclarecimentos sobre as circunstâncias em que a liminar foi assinada.

O episódio amplia ainda mais a crise envolvendo o Jogo do Tigre no Maranhão, o uso de laranjas, a liberação de valores suspeitos e agora levanta questionamentos diretos sobre a conduta de um desembargador, colocando o Judiciário maranhense sob forte escrutínio público.

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