Atraso de salários do IGAS: trabalhadores da SEMCAS sofrem descaso em São Luís

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Funcionários do IGAS (Instituto de Gestão e Ação Social) que prestam serviços à SEMCAS (Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social) estão há dias sem receber salários e tickets alimentação, em um jogo de empurra entre a empresa terceirizada e a Prefeitura de São Luís.

Contrato milionário, mas pagamentos paralisados

O Contrato nº 017/2025/SEMCAS, publicado em 25 de junho, prevê pagamento de R$ 3,1 milhões por 12 meses de serviços contínuos. Apesar do valor significativo, o IGAS condiciona os pagamentos ao repasse da Prefeitura, que até o momento não apresentou respostas claras sobre os atrasos.

Trabalhadores relatam que os atrasos são recorrentes: “Todo mês é a mesma coisa. Temos contas e compromissos”, afirmam mensagens obtidas pelo Blog.

Responsabilidade dupla: IGAS e SEMCAS

A responsabilidade pelo pagamento é dupla:

  • O IGAS deve arcar com a folha e garantir que os funcionários recebam seus direitos;
  • A SEMCAS, como contratante, precisa fiscalizar e exigir o cumprimento do contrato, adotando medidas administrativas se houver atraso de repasses.

Até o momento, nenhuma das partes se pronunciou oficialmente, evidenciando descaso com os direitos trabalhistas.

Consequências para os trabalhadores

O atraso afeta diretamente a vida dos funcionários, que enfrentam:

  • Contas atrasadas;
  • Juros e multas;
  • Insegurança financeira.

Segundo uma funcionária, “nosso contrato é regido pela CLT e deve ser cumprido. É inadmissível segurarem pagamentos por questões jurídicas.”

Perguntas sem resposta

Entre as dúvidas que permanecem estão:

  • Por que o repasse está atrasado?
  • Existe problema na execução contratual?
  • A Prefeitura está retendo valores por falta de documentação?
  • O IGAS tem caixa para quitar a folha ou optou por postergar?

Exigência por transparência e solução imediata

É fundamental que a Prefeitura de São Luís, por meio da SEMCAS, e o IGAS apresentem soluções claras:

  • Informar publicamente se há pendências documentais ou irregularidades;
  • Apresentar comprovantes de pagamento ou cronograma de quitação;
  • Garantir pagamento imediato de salários e tíquetes, com correção por eventuais prejuízos.

Enquanto isso, trabalhadores seguem prejudicados, e a população acompanha o descaso administrativo que afeta serviços essenciais à cidade.

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