Vereadores acionam MP contra Prefeitura por atraso em ala pediátrica do Aldenora Bello

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Vinte e cinco vereadores de São Luís acionaram o Ministério Público do Maranhão para cobrar da Prefeitura a liberação dos recursos destinados à implantação da ala pediátrica do Hospital do Câncer Aldenora Bello. A Representação foi protocolada nesta sexta-feira 30 e busca garantir que R$ 12 milhões, já autorizados pela Câmara Municipal, sejam efetivamente repassados à instituição.

Os valores estão assegurados há meses no orçamento, mas seguem retidos pela Prefeitura, situação que tem provocado apreensão entre pacientes, familiares e profissionais de saúde que acompanham a realidade do hospital.

RECURSOS EXISTEM, MAS NÃO FORAM LIBERADOS

Segundo os parlamentares, a Prefeitura de São Luís dispõe dos recursos necessários e tem condições financeiras de efetuar o repasse imediatamente. O vereador Octávio Soeiro, um dos signatários da Representação, destacou que a ampliação do hospital é urgente e não pode mais ser adiada.

Para ele, a falta de liberação do dinheiro compromete diretamente o atendimento a crianças em tratamento contra o câncer, agravando uma demanda que já é crítica no estado.

AÇÃO SUPRAPARTIDÁRIA EM DEFESA DA SAÚDE

A vereadora Professora Magnólia ressaltou que a iniciativa é coletiva e suprapartidária, unindo vereadores de diferentes correntes políticas em torno de uma pauta humanitária. Ela afirmou que o Legislativo já cumpriu seu papel ao garantir os recursos no orçamento e agora busca apoio institucional para assegurar que o dinheiro seja aplicado corretamente.

A mobilização reforça o entendimento de que a ampliação do Aldenora Bello não é uma disputa política, mas uma necessidade urgente de saúde pública.

MINISTÉRIO PÚBLICO COMO MEDIADOR

A ida dos vereadores ao Ministério Público representa um pedido formal de mediação institucional para destravar o impasse. O vereador Marquinhos enfatizou que, quando se trata de saúde, o tempo é decisivo e atrasos custam vidas.

Segundo ele, a cobrança feita ao MP visa garantir que a Prefeitura cumpra a lei e libere os recursos já destinados ao hospital.

INVESTIMENTO TOTAL CHEGA A R$ 20 MILHÕES

Para a implantação completa da ala pediátrica, o investimento total necessário é de R$ 20 milhões. Desse montante, R$ 12 milhões já foram autorizados em emendas ao orçamento de 2025. Os vereadores assumiram ainda o compromisso de destinar mais R$ 8 milhões no início deste ano, garantindo integralmente os recursos para a conclusão do projeto.

Com a liberação imediata do dinheiro, a previsão é que as obras sejam concluídas até o final de 2026.

AMPLIAÇÃO VAI TRANSFORMAR ATENDIMENTO INFANTIL

Com a nova ala pediátrica, o Hospital Aldenora Bello terá sua capacidade ampliada em mais 100 leitos. Os leitos destinados ao tratamento de crianças com câncer passarão dos atuais 23 para 90, além da implantação de 32 novos leitos adultos.

A expansão representa um avanço histórico para o tratamento oncológico infantil no Maranhão, reduzindo filas e ampliando o acesso ao atendimento especializado.

QUEM ASSINOU A REPRESENTAÇÃO

Assinaram o documento os vereadores Anderson Borges, André Campos, Andrey Monteiro, Antônio Garcez, Astro de Ogum, Beto Castro, Clara Gomes, Concita Pinto, Daniel Oliveira, Edson Gaguinho, Fábio Filho, Flávia Berthier, Marcos Castro, Marcelo Poeta, Marlon Botão, Marquinhos, Nato Junior, Octávio Soeiro, Professora Magnólia, Raimundo Junior, Raimundo Penha, Rommeo Amin, Thay Evangelista, Thiago Freitas e Wendell Martins.

ALDENORA BELLO É REFERÊNCIA NO MARANHÃO

O Hospital do Câncer Aldenora Bello é uma instituição filantrópica administrada pela Fundação Antônio Dino. É um Centro de Alta Complexidade em Oncologia, atendendo gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde SUS, além de convênios e atendimento particular.

Desde 2017, é o único hospital habilitado no Maranhão para o tratamento de câncer infantil, sendo responsável por cerca de 50 por cento dos diagnósticos de câncer no estado.

ALDENORA BELLO EM NÚMEROS

O hospital realiza aproximadamente 40 mil consultas por ano, cerca de 6 mil cirurgias, 2 mil tratamentos de radioterapia e 40 mil ciclos de quimioterapia anuais. São mais de 30 mil atendimentos mensais, com uma fila de espera atual de 700 pacientes, números que reforçam a urgência da ampliação da unidade.

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