O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um inquérito civil para apurar práticas de nepotismo na gestão de Flávio Amorim (PL), atual prefeito de Araguanã, município localizado a cerca de 330 km de São Luís. A investigação teve início após denúncia apresentada à 1ª Promotoria de Justiça de Zé Doca, que apontou a nomeação de familiares do gestor para cargos estratégicos da administração municipal.
Nomeações que levantaram suspeitas
Conforme os documentos apurados, o tio do prefeito, Valter Amorim, foi nomeado para o cargo de procurador-geral do município, enquanto o cunhado, Mateus Jordão, assumiu a função de controlador-geral. Ambos os cargos são considerados de alta relevância técnica, responsáveis por zelar pelo controle e fiscalização da administração pública.
Essas escolhas reforçam a suspeita de nepotismo e colocam em debate a legalidade das nomeações feitas por Flávio Amorim.
Princípios constitucionais e vedação do STF
O promotor de justiça Frederico Bianchini Joviano dos Santos destacou que tais atos podem ferir os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência, previstos na Constituição. Além disso, ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou o entendimento de que a prática de nepotismo viola a administração pública.
Dessa forma, o caso pode configurar ato de improbidade administrativa, sujeitando o prefeito a sanções judiciais e administrativas.
Investigação em andamento
O MPMA deverá colher depoimentos, reunir documentos e analisar contratos firmados pela gestão. O objetivo é verificar se houve irregularidades na nomeação de parentes e, em caso de confirmação, propor as medidas cabíveis perante a Justiça.
Se comprovadas as acusações, o prefeito Flávio Amorim poderá responder por improbidade administrativa e enfrentar punições que variam de perda do cargo e suspensão de direitos políticos até multas elevadas.


