O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP) cancelou o diploma de Adriana Sousa, mãe do prefeito de Caxias, e atual secretária municipal de Assistência Social. Ela é investigada na Operação Segunda Dose, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última segunda-feira (8).
Esquema investigado pela Polícia Federal
A operação apura falsificação de documentos, exercício ilegal da medicina e desvio de recursos públicos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, a PF apreendeu quase R$ 470 mil em dinheiro vivo e medicamentos pertencentes ao Fundo Municipal de Saúde de Caxias.
Mandados e apreensões
Foram recolhidos celulares, computadores e documentos, que serão submetidos a perícia técnica. O material ampliou as linhas de investigação e reforçou as suspeitas sobre o esquema que teria sido articulado para fraudar o sistema de saúde municipal.
Decisão da Justiça Federal
Além do cancelamento do diploma, a Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de Adriana de suas funções públicas e de qualquer atividade relacionada à prática médica. Segundo a decisão, a medida é essencial para impedir interferências na apuração dos crimes.
Consequências possíveis
Se as suspeitas forem confirmadas, Adriana poderá responder por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e exercício ilegal da profissão, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão. O caso coloca a gestão de Caxias em uma das maiores crises políticas recentes, atraindo atenção nacional.


