Uma jovem mãe de 18 anos, moradora da zona rural de Codó (MA), viveu uma tragédia que tem gerado comoção e revolta. Após mais de 12 horas de sofrimento em trabalho de parto no Hospital Geral Municipal (HGM), o bebê nasceu sem vida, levantando suspeitas de negligência médica e falta de humanização no atendimento.
Jovem ficou mais de 12 horas em trabalho de parto
De acordo com familiares, a gestante deu entrada no hospital por volta das 17h de quarta-feira (1º). Mesmo com fortes dores e sinais de exaustão, a equipe médica teria insistido no parto normal, aplicando remédios para acelerar o processo. Somente às 5h30 da manhã do dia seguinte, os profissionais decidiram realizar uma cesariana, considerada tardia demais.
O bebê, infelizmente, não resistiu. A notícia da morte foi comunicada à família apenas duas horas depois, o que aumentou ainda mais o sofrimento da mãe, que permanece internada e em estado de choque emocional.
Falta de acolhimento e denúncia de maus-tratos
Segundo relatos, a acompanhante da jovem teria sido impedida de permanecer com ela durante o parto, contrariando protocolos de parto humanizado. Além disso, o corpo do bebê foi entregue à família em um pequeno caixão fornecido pelo governo, em meio a um cenário de dor e indignação.
Moradores denunciam que este não é o primeiro caso de suposta negligência no HGM. O hospital, administrado por Rossana Araújo, esposa do vereador Leonel Filho, tem sido alvo de críticas por falta de preparo das equipes, estrutura precária e tratamento desumano às pacientes.
Prefeitura de Codó silencia diante da tragédia
Enquanto a comunidade lamenta mais uma morte evitável, a Prefeitura de Codó, comandada por Chiquinho do PT, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O silêncio da gestão revolta a população e reforça a sensação de impunidade diante de erros que custam vidas.
Um retrato do descaso com a saúde das mulheres
Este episódio expõe, mais uma vez, a realidade alarmante do HGM de Codó — uma unidade que deveria ser símbolo de cuidado e acolhimento, mas que se tornou sinônimo de dor e descaso.
Casos como esse evidenciam a urgente necessidade de fiscalização, capacitação das equipes e respeito à vida das mulheres e dos bebês atendidos pelo sistema público.


