O cenário político em Brasília ganhou novos capítulos após Celso Sabino (União Brasil) entregar sua carta de demissão do Ministério do Turismo nesta sexta-feira (26). A decisão, oficializada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segue orientação do partido e abre espaço para novas articulações no governo.
Demissão de Sabino e impactos imediatos
Mesmo fora do cargo, Sabino ainda participará da agenda presidencial em Belém, no próximo dia 3, durante a inauguração de obras da COP30. A saída, no entanto, expõe a instabilidade política e coloca o União Brasil em posição estratégica nas negociações com o Planalto.
Segundo o ex-ministro, o momento exige diálogo e negociações firmes entre governo e partidos, de modo a garantir a continuidade de projetos já iniciados.
Fufuca segue no Ministério do Esporte
Enquanto Sabino se despede, as atenções se voltam para André Fufuca (PP), único representante de sua legenda no primeiro escalão do governo. Apesar do distanciamento do Progressistas em relação à base aliada, ainda não há definição sobre uma eventual saída do ministro.
A permanência de Fufuca, contudo, é cercada de dúvidas: até quando ele resistirá às pressões políticas e partidárias?
Estratégia eleitoral para 2026
De acordo com apuração da CNN, tanto Sabino quanto Fufuca podem receber apoio direto de Lula para disputar o Senado em 2026. Essa movimentação reforça a estratégia do presidente em articular alianças sólidas para as próximas eleições, mesmo diante da instabilidade atual.


