TJMA adia julgamento sobre limites territoriais da Grande Ilha; disputa envolve R$ 37 milhões

TU9wLYK9acCnPOsudYtl1TDNItp6E-Y1r7PK1VX9M3C_1R4KU5M23ocPKjzwk7o2z20LEH0GW-LJM4_FBy1IJbX0RZIj2mpElS7.jpeg

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) adiou o julgamento da ação que questiona as leis estaduais responsáveis pela redefinição dos limites territoriais de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e São Luís. A análise estava prevista para esta quarta-feira (4), mas foi transferida em razão das comemorações pelos 213 anos da Corte.

A decisão pode ter impacto direto na divisão territorial e na arrecadação dos municípios envolvidos. Paço do Lumiar estima um prejuízo de aproximadamente R$ 37 milhões por ano em decorrência das alterações contestadas. O valor, porém, ainda não foi reconhecido judicialmente.

AÇÃO QUESTIONA LEIS APROVADAS EM 2017

O processo é a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 0806560-61.2026.8.10.0000, que contesta a validade das Leis Estaduais nº 10.648/2017 e nº 10.650/2017.

Sob relatoria do desembargador Cleones Carvalho Cunha, a ação será analisada pelo Órgão Especial do TJMA.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) manifestou-se favoravelmente ao pedido, defendendo que as mudanças nos limites municipais não observaram a exigência de consulta popular prevista no artigo 18, parágrafo 4º, da Constituição Federal.

DISCUSSÃO ENVOLVE PÁTIO NORTE, PARQUE JAIR E OUTRAS ÁREAS

Entre as áreas que estão no centro da controvérsia estão o Pátio Norte, o Parque Jair e outras localidades da Grande Ilha.

O principal ponto a ser definido pelos desembargadores é se as alterações realizadas em 2017 representaram apenas uma correção cartográfica ou se provocaram uma efetiva mudança nas divisas municipais sem a realização do plebiscito exigido constitucionalmente.

A decisão poderá alterar o entendimento sobre a quais municípios pertencem determinadas áreas e quais administrações devem responder pelos serviços públicos e pela arrecadação correspondente.

PAÇO DO LUMIAR APONTA POSSÍVEL PERDA DE R$ 37 MILHÕES POR ANO

O impacto financeiro é um dos aspectos mais relevantes da disputa. Paço do Lumiar estima que a redefinição territorial tenha provocado perdas de aproximadamente R$ 37 milhões anuais.

Uma eventual declaração de inconstitucionalidade das leis também poderá exigir que o tribunal estabeleça como os efeitos da decisão serão aplicados, considerando as relações administrativas e tributárias construídas desde 2017.

Até que o julgamento seja concluído, as normas questionadas continuam em vigor, salvo eventual determinação judicial em sentido contrário.

JULGAMENTO PODERÁ VOLTAR À PAUTA EM NOVEMBRO

Com o adiamento, o processo poderá retornar à pauta do Órgão Especial no dia 25 de novembro, embora a nova data ainda não tenha sido confirmada oficialmente.

O resultado poderá ter consequências importantes para a organização territorial e financeira dos municípios da Grande Ilha. Enquanto os desembargadores não analisam o mérito da ação, a disputa permanece aberta e envolve interesses que vão além das divisas geográficas, alcançando a administração pública e os cofres municipais.

About The Author

Acompanhe o Acontece Maranhão em todos os canais e tenha acesso a conteúdos exclusivos: Whatsapp, Telegram, Twitter, Instagram, Facebook.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × 1 =

banner-B-300×300px-alema
350X350

Siga-nos nas redes sociais:

Mais lidas:

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com