Empresa de medicamentos recebeu R$ 58,7 milhões de prefeituras do Maranhão desde 2025

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A Ricco Farma Distribuidora Ltda., empresa de medicamentos sediada em São Luís, recebeu R$ 58.702.969,47 em pagamentos de recursos públicos entre 2025 e 2026, segundo levantamento publicado pelo blog Joerdson Rodrigues. As informações sobre a atuação da empresa foram encaminhadas à Central de Informações do blog.

A companhia está registrada em nome de Marcelo André Freitas Giusti, de 28 anos, e aparece em contratos com dezenas de prefeituras maranhenses. O levantamento considera pagamentos realizados de janeiro de 2025 até 14 de outubro de 2026, data de publicação da matéria original.

PAGAMENTOS FICARAM PRÓXIMOS DE R$ 30 MILHÕES NOS DOIS ANOS

De acordo com os dados reunidos pelo blog, a Ricco Farma recebeu R$ 29.417.044,27 em 2025 e R$ 29.285.925,20 em 2026.

Entre os municípios mencionados estão Zé Doca, Maranhãozinho, Governador Nunes Freire, Centro do Guilherme, Apicum-Açu, Tutóia e Cachoeira Grande. A publicação também afirma que vários deles são administrados pelo PL, partido do deputado federal Josimar Maranhãozinho. A existência de contratos, por si só, não esclarece os critérios adotados por cada prefeitura nem comprova relação entre as contratações e vínculos políticos.

ADESÕES A ATAS DE REGISTRO DE PREÇOS

O levantamento relata que, em diferentes municípios, a empresa teria sido contratada por meio de adesões a atas de registro de preços, procedimento conhecido como “carona”. Esse mecanismo permite que um órgão público utilize uma ata já existente, desde que sejam observadas as exigências legais.

A recorrência desse modelo nas contratações da empresa levanta questões sobre os critérios usados pelas administrações municipais para aderir às atas, a justificativa para a escolha do fornecedor e a compatibilidade dos valores contratados com os preços praticados no mercado.

CONTRATOS E PAGAMENTOS PRECISAM DE TRANSPARÊNCIA

O volume de pagamentos e a presença da Ricco Farma em diversos municípios tornam relevante a divulgação dos processos de contratação, dos valores pagos e dos medicamentos fornecidos. Também é necessário que as prefeituras prestem informações sobre a execução dos contratos.

A repetição de contratações por um mesmo mecanismo pode justificar análise mais aprofundada, mas não comprova, isoladamente, direcionamento, favorecimento ou irregularidade. Essas conclusões dependem da avaliação dos documentos, dos preços, dos procedimentos adotados e da execução dos serviços e fornecimentos.

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